Relatório da SAS e ISCAcesse o relatório completo no link disponível no texto.

Estudo global do SAS e IDC mostra que empresas que investem em IA confiável têm até 60% mais chances de dobrar o ROI

A confiança na IA generativa avança no mundo corporativo. Entretanto, as falhas ainda comprometem a segurança e a ética nos sistemas de inteligência artificial. Um levantamento realizado pela IDC a pedido do SAS, líder global em dados e IA, revela que empresas que constroem uma IA confiável têm 60% mais chances de dobrar o retorno sobre o investimento (ROI) em seus projetos. O dado reforça o alto custo de negligenciar práticas responsáveis e mecanismos de governança.

Empresas confiam mais na IA generativa do que na tradicional

O relatório Impacto dos Dados e da IA: o imperativo da confiança mostra que os líderes de TI e de negócios têm  mais confiança na IA generativa do que em outras modalidades. Paradoxalmente, apenas 40% das organizações estão investindo em políticas que tornem os sistemas de IA realmente confiáveis, com governança, explicabilidade e segurança ética.

Enquanto isso, tecnologias como ChatGPT são vistas como 200% mais confiáveis que modelos tradicionais de aprendizado de máquina — embora estes sejam, de fato, mais maduros e explicáveis. Para a diretora de pesquisa do IDC, Kathy Lange, a percepção de confiabilidade é influenciada por fatores emocionais. “A IA que interage de forma humana inspira confiança, mesmo quando sua precisão é menor”, afirma.

Tecnologias emergentes inspiram mais confiança do que as consolidadas

Entre as inovações mais promissoras, a IA generativa e a IA agêntica lideram o ranking de confiança: 48% e 33% dos entrevistados, respectivamente, dizem confiar totalmente nessas tecnologias. Já a IA tradicional aparece atrás, com apenas 18% de plena confiança. Apesar do otimismo, os participantes citam preocupações relevantes, como privacidade de dados (62%), transparência (57%) e uso ético (56%).

A IA quântica também começa a despertar interesse. Quase um terço dos líderes globais afirma conhecer o conceito, e 26% dizem confiar plenamente na tecnologia, mesmo que seus casos de uso ainda sejam limitados. Isso mostra, segundo o IDC, que o entusiasmo com a inovação supera o estágio real de maturidade técnica dessas soluções.

Ausência de governança reduz retorno e amplia riscos

A pesquisa indica que o crescimento acelerado da IA — especialmente da IA generativa, usada por 81% das empresas — trouxe novas dimensões de risco. Quase oito em cada dez organizações afirmam confiar na IA, mas apenas quatro em cada dez investem em mecanismos que sustentem essa confiança.

Poucas empresas priorizam estruturas sólidas de governança: somente 2% colocam esse tema entre suas três principais prioridades estratégicas, e menos de 10% desenvolveram uma política de IA responsável. Essa negligência, segundo o estudo, compromete os ganhos financeiros e expõe as companhias a riscos éticos e reputacionais.

Empresas que adotam práticas robustas de governança, por outro lado, colhem resultados concretos. Os chamados “líderes em IA confiável” são 1,6 vez mais propensos a relatar um ROI duas vezes maior que o dos demais participantes.

Infraestrutura e dados são barreiras ao avanço da IA confiável

A confiabilidade da inteligência artificial depende diretamente da qualidade e governança dos dados. O levantamento mostra que quase metade das empresas (49%) enfrenta dificuldades devido a bases de dados fragmentadas ou infraestrutura em nuvem não otimizada. Outros desafios incluem governança insuficiente (44%) e escassez de profissionais qualificados (41%).

Além disso, 58% dos entrevistados afirmam ter dificuldade em acessar dados relevantes, 49% mencionam obstáculos de privacidade e conformidade e 46% apontam problemas de qualidade. Para o CTO do SAS, Bryan Harris, o setor precisa de uma abordagem mais madura: “Confiar na IA é essencial para o bem das empresas e da sociedade. Para isso, é preciso investir em governança, capacitação e responsabilidade.”

Próximo passo: colaboração e eventos globais

O SAS reforça que confiança, transparência e segurança são pilares de sua estratégia global em IA. A empresa sediará o SAS Innovate 2026, entre 27 e 30 de abril de 2026, em Grapevine, Texas, reunindo líderes empresariais, especialistas técnicos e parceiros de negócios para discutir o futuro da IA e dos dados.

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